quarta-feira, 30 de junho de 2010

'Plush , Creep'

'Muito calor, cabelo ao vento e óculos de sol, bicicleta e mochila às costas. Ipod nos ouvidos ao som de Plush, dos Stone Temple Pilots, e pedalo na companhia de 2 bons amigos, com uma piscina à minha espera a uns km de distância, que bom. Ou não...
Nem tudo se rege à base de piscinas e óculos de sol em pleno Verão, há outras coisas que afectam o modo como me sinto todos os dias. Nem sei se é normal, mas pensei, durante a viagem, nas pessoas que morreram à fome enquanto eu me dei ao luxo de andar 25 minutos de bicicleta, com óculos de sol e mochila às costas, com uma piscina à minha espera. Acaba por fazer todo o sentido pensar nisto a meio de uma tarde de Verão, porque sempre pensei que todos temos o direito de sonhar, embora alguns não cheguem a usufruir desse direito, porque estão demasiado preocupados em sobreviver mais um dia ou dois. E tal como qualquer um, eu também sonho, e muito...
E sonho contigo, ao som de ''Creep'', o hino dos tristes e infortunados, e dou-te o valor que mais ninguém dá. Mais ninguém percebe as tuas mensagens como eu, e o teu jeito inocente de ver o mundo à tua volta, e os teus sonhos absurdos em que queres ser dona do mundo, para o dar aos outros. E a única coisa que me da aquele sorriso malandro, de quem se acha um pássaro sem asas, é a minha musica, que me acompanha desde que me conheço. È boa a recordação de aos 9 anos de idade ter a primeira aula de saxofone, com um homem que come musica a toda a hora e que por sinal podia, por meu bom grado, ser meu pai. E penso nisto e em mais, e mais e mais.


Paro de pensar por um bocado e... cheguei.'

sexta-feira, 18 de junho de 2010

00:32, Privacidade

''Só agora posso respirar em paz, sossegado, pois só agora estou sozinho. Decerto que a sensação de solidão, mesmo na presença de uma multidão, é uma constante na vida de muita gente, e não só na minha, onde tudo me rodeia e eu vivo comigo, apenas, sozinho. Desde miúdo que dou um valor enorme à solidão, não a solidão no sentido mais usual da palavra, onde é certa a privação de vida social e muitos outros tipos de necessidades, mas sim a solidão com o sentido de paz, sossego, calma e privacidade, quatro elementos que não dispenso. E agora, aqui, a esta hora, tal como em todas as outras noites de todos os dias desde há uns anos, estou em paz, sozinho. Penso em tudo o que fui, tudo o que sou, e tudo o que ainda quero ser com toda a pressa e ambição possíveis! Quero um sonho, só um, que reúne todos aqueles que fui arrecadando em 18 anos de vida, curta por sinal. E mesmo assim, 18 anos parecem já uma eternidade, pois tão grande é a pressa de viver que nada me chega, nada satisfaz. Quero a novidade, o tal sonho, o topo da montanha. Agora que o mundo já dorme, à minha volta, posso respirar e sonhar, sozinho, delirando com tudo o que me faz vibrar. E para isso, fecho os olhos e sonho, acordado.''