sexta-feira, 18 de junho de 2010
00:32, Privacidade
''Só agora posso respirar em paz, sossegado, pois só agora estou sozinho. Decerto que a sensação de solidão, mesmo na presença de uma multidão, é uma constante na vida de muita gente, e não só na minha, onde tudo me rodeia e eu vivo comigo, apenas, sozinho. Desde miúdo que dou um valor enorme à solidão, não a solidão no sentido mais usual da palavra, onde é certa a privação de vida social e muitos outros tipos de necessidades, mas sim a solidão com o sentido de paz, sossego, calma e privacidade, quatro elementos que não dispenso. E agora, aqui, a esta hora, tal como em todas as outras noites de todos os dias desde há uns anos, estou em paz, sozinho. Penso em tudo o que fui, tudo o que sou, e tudo o que ainda quero ser com toda a pressa e ambição possíveis! Quero um sonho, só um, que reúne todos aqueles que fui arrecadando em 18 anos de vida, curta por sinal. E mesmo assim, 18 anos parecem já uma eternidade, pois tão grande é a pressa de viver que nada me chega, nada satisfaz. Quero a novidade, o tal sonho, o topo da montanha. Agora que o mundo já dorme, à minha volta, posso respirar e sonhar, sozinho, delirando com tudo o que me faz vibrar. E para isso, fecho os olhos e sonho, acordado.''
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